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Menina pequena que ama Starbucks e qualquer coisa que inclua letras. Lê para viver e escreve para respirar. Não sabe andar de bicicleta mas sabe fazer origamis. Vícios incluem Harry Potter, maquiagem, finais felizes e livrarias.
 
 

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29/08/2009 às 21h16

... em feridas

 

♥ Ouvindo: Piano Concerto #23 Adagio - Mozart

 

“O que fizeram com você? Como foi que prenderam sua alma nessa gaiola, cortaram suas asas e te deixaram para morrer dentro de si? Quem te ajoelhou, prendeu suas mãos e te deixou sem avisos?

 

Não precisa ter medo – eu não vim te machucar mais. Eu entendo sua dor; sua dor já foi a minha dor. Eu senti o mesmo fogo queimar, uma face espelhada assombrou cada sonho e a mesma facada gelada em um olhar. Tem algo dentro de você que fez minha dor entender a sua. Mas quem sou eu para saber o que eu sinto, o que você sente?

 

Sei que existe um fantasma que você não quer deixar ir embora, que transformou seu coração em uma ferida aberta. Eu só posso olhar dentro dele se você permitir, mas isso não me fará chegar mais longe de você; sentindo, você poderá tentar cicatrizar cada ferida. Que tipo de amor poderia te fazer sangrar eternamente? Não existe um amor que te fará sangrar.

 

Pode dormir, entrar em sonhos sem faces e em mundos sem vozes. Estarei aqui quando você quiser abrir os olhos e assistir ao final da tempestade. Vou observá-la por você enquanto isso. Nada se perderá enquanto existir alguém para enxergar através destas lágrimas.”

 

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Fazia muito tempo que eu não escrevi tão livremente. Não saiu bom, mas foi o que eu senti no coração.



Speak Up!

28/08/2009 às 22h23

... pessoas que parecem legais

Ouvindo: 12:51 – The Strokes

 

Detesto estereótipos. No entanto, parece que, por alguma razão que foge do meu entendimento, as pessoas adoram tentar me colocar dentro de um Becker, rotular e falar que sou um experimento social para divagarem sobre. Não apenas comigo, claro – se fazem com um, fazem com outros. Porém, sinto-me como um alvo fácil: costumo falar o que penso quando isso não machucará os outros, andar saltitando, rir alto e falar rápido. Junte á isso gostar de maquiagem e todos acharão, a primeira vista, que você é uma caricatura esboçada que saiu da própria imaginação.

 

         Se todos fossem os personagens planos que alguns acreditam que somos, não haveria o menor motivo para estarmos aqui. “Se somos aquilo, vamos ser sempre aquilo.” Quem julga que os outros são assim, não costuma ter muita positividade para acreditar que as pessoas podem evoluir dentro de si mesmas. “Se, se, se.” Me parece que quem não consegue enxergar alguém além da esfera da superfície vive pelo “se”. Nunca pelo ser, pelo que existe além. Vêm os outros como pratos rasos sem nenhum reflexo no fundo.

 

         È triste pensar que algumas pessoas de mente tão grande possam ter uma visão tão fechada. Seus ouvidos são apurados, mas seus olhos são cobertos por uma neblina densa que não os deixa observar com clareza as pequenas sutilezas que foram um ser. Não o “ser humano”. Não um “ambiente social”. Um ser. Sem definição de gênero, idade, do que gosta, como fala, como anda, o que veste, como ri, se sabe acertar uma cesta de basquete ou se sabe dirigir um carro de corrida. Ninguém é uma caricatura – todos são parte obras primas, parte esboços e parte intricados cheios de branco á serem preenchidos.

 

         Eu realmente gostaria que esperassem subir a cortina para dizerem que viram a peça.



Speak Up!